-
Em
primeiro lugar e antes de tudo certifique-se de que aquilo com que está
a lidar são, efectivamente, Distúrbios Graves de Atenção. É
verdade que, definitivamente, não compete ao professor diagnosticar
os DGA, mas pode e deve certificar-se de algumas coisas. Concretamente,
certifique-se que a criança fez, recentemente, exames auditivos e ópticos
e que qualquer outro tipo de problemas de cariz médico está excluído.
Assegure-se de que foi feita uma adequada avaliação. Faça todas as
perguntas necessárias até estar seguro. A responsabilidade de todo o
processo referido pertence aos pais, não aos professores, mas estes
podem apoiá-los e aconselhá-los.
-
Em
segundo lugar, trate de assegurar os seus suportes pessoais. Ser
professor de uma turma onde há duas ou três crianças com DGA pode
ser extremamente desgastante. Certifique-se de que tem o suporte da
Escola e dos Pais. Assegure-se de que há alguém por perto com quem
se pode aconselhar quando tiver algum problema (um pedopsiquiatra, um
psicólogo, uma assistente social, um professor especializado em educação
especial, um pediatra... o grau académico da pessoa é irrelevante. O
que interessa é que essa pessoa tenha bastantes conhecimentos sobre
os DGA, já tenha visto bastantes crianças com DGA, saiba qual o
papel que pode desempenhar junto da sua sala de aula e que fale
honesta e francamente). Tenha a certeza de que os pais estão a
trabalhar consigo. Assegure também o apoio dos seus colegas.
-
Em
terceiro lugar, conheça os seus limites. Não tenha medo de pedir
ajuda. Não pode pressupor que, por ser professor, tem que ser perito
em DGA. Tem que reconhecer que é muito agradável procurar ajuda
quando sente que tem necessidade dela.
-
Pergunte
à criança o que é que a pode ajudar. Estas crianças são, muitas
vezes, bastante intuitivas. São capazes de lhe dizer como podem
aprender melhor, desde que lhes coloque a questão. Frequentemente são
desconcertantes quando fazem sugestões de motu próprio já que estas
podem ser bastante excêntricas. No entanto, tente sentar-se
individualmente com a criança e perguntar-lhe como é que ela aprende
melhor. Parta do princípio de que o melhor especialista sobre como é
que uma criança aprende é ela mesmo. É simplesmente espantoso como
as suas opiniões são sistematicamente ignoradas ou, quantas vezes,
ninguém lhas pede. Além do que foi dito, e especialmente com os
jovens, assegure-se de que eles percebem o que são os DGA. Isso
poder-vos-á ajudar bastante a ambos.
-
Lembre-se
de que as crianças com DGA necessitam de rotinas educativas, de
organização. Precisam de um envolvimento que estruture externamente
aquilo elas que são incapazes de estruturar internamente, em si
mesmas. Faça listas. As crianças com DGA beneficiam bastante ao
terem listas de tarefas onde possam verificar aquilo que fizeram, o
que deviam ter feito, o que terão que fazer. Elas necessitam de
memorandos. Necessitam de listas de tarefas a executar. Necessitam de
repetições. Precisam de directrizes. Têm necessidade de limites.
Precisam de organização.
-
LEMBRE-SE
DA COMPONENTE EMOCIONAL DA APRENDIZAGEM. Estas crianças precisam de
uma ajuda especial para encontrar prazer nas sala de aula, formas de
contrariar a tendência para o insucesso e para a frustração,
estimulação em vez de tédio ou medo. É fundamental ter em atenção
as emoções envolvidas no processo de ensino-aprendizagem.
-
ESTABELEÇA
REGRAS. Mantenha-as escritas numa lista sempre à vista. A criança
sentir-se-á muito mais segura se souber o que se espera dela.
-
Repita
as directivas. Escreva-as. Refira-as em voz alta. As crianças com DGA
precisam de ouvir as coisas mais do que uma vez.
-
MANTENHA
UM FREQUENTE CONTACTO OCULAR. Poderá fazer regressar à realidade uma
criança com DGA. Faça-o com bastante frequência. Um olhar pode
fazer voltar à realidade um aluno que está a "sonhar
acordado", provocar uma pergunta que, doutra maneira, não seria
feita ou, simplesmente, assegurar o silêncio quando for necessário.
-
Sente
a criança com DGA junto da sua secretária ou perto de qualquer outro
sítio onde esteja a maior parte do tempo. Este tipo de ajuda poderá
impedir que ela esteja com "a cabeça na lua" entrando em
devaneios que acabam por as angustiar bastante.
-
ESTABELEÇA
LIMITES, MARGENS DE MANOBRA. Faça-o de uma forma construtiva,
afectiva e não com um sentido punitivo. Faça-o consistentemente, de
uma forma previsível, pontualmente e/ou de uma maneira planeada. Não
se meta alhadas... Evite grandes discussões argumentativas sobre o
sexo dos anjos. Elas tornam-se uma verdadeira diversão para este tipo
de crianças. Contenha-se!
-
FAÇA
UM HORÁRIO DAS ACTIVIDADES DIÁRIAS. Afixe-o no quadro, na parede ou
na carteira do aluno. Remeta-o frequentemente para ele. Se lhe vai
introduzir algumas alterações, como costumam fazer os professores
verdadeiramente interessantes, avise a criança bastantes vezes e
prepare-a. Transições inesperadas ou quebras bruscas da rotina são
verdadeiros "bicos de obra" para estas crianças. Ficam
perfeitamente desorientadas... Tenha cuidados muito especiais em
prepará-la antecipadamente para toda e qualquer transição
inesperada. Anuncie-lhe o que vai acontecer e vá-a avisando
repetidamente à medida que a hora se aproxima.
-
Tente
ajudar a criança a fazer UM HORÁRIO PARA AS tarefas QUE TEM QUE
REALIZAR depois da escola, numa tentativa de evitar um dos
estereotipos das crianças com DGA: O protelar as tarefas que têm que
realizar.
-
Elimine
ou reduza consideravelmente a frequência dos testes realizados em
tempo limitado. Eles não demonstram grande valor do ponto de vista
educacional e, definitivamente, não ajudam nada as crianças com DGA
a mostrar o que sabem.
-
ARRANJE
"válvulas de escape" como, por exemplo, autorizar a criança
a sair da sala de aula por alguns momentos. Se isso puder ser
introduzido nas regras instituídas para a turma, permitirá que o
aluno abandone a sala por um momento antes de "se perder",
servindo, simultaneamente, para lhe desenvolver qualidades importantes
como a auto-observação e o autocontrole.
-
PROCURE
MARCAR TRABALHOS DE CASA QUE PRIMEM PELA QUALIDADE E NÃO PELA
QUANTIDADE. As crianças com DGA necessitam frequentemente de
"carga reduzida"! Tem que ter este facto em conta à medida
que ela vai progredindo nas aprendizagens. Ela terá tanta dificuldade
em concentrar-se a fazer os trabalhos de casa como para estudar as matérias.
-
AVALIE
FREQUENTEMENTE OS PROGRESSOS. As crianças com DGA beneficiam bastante
se lhes for dado um feedback quase constante. Ajuda-as a manterem-se
no caminho traçado, mantem-nas informadas sobre aquilo que se espera
delas e se estão ou não a atingir os objectivos estipulados. Esta
constância de informação pode ser bastante encorajadora para estes
alunos.
-
Divida
as tarefas mais complexas em pequenos passos. Este é, tecnicamente,
um dos pontos cruciais no ensino destas crianças. As tarefas muito
longas ou muito complexas rapidamente desmoralizam o aluno e provocarão
o emocional e inevitável "não sou capaz...". Ao dividir a
tarefa em pequenos passos, que serão sempre menos complexos e de
desempenho mais rápido, cada uma dessas pequenas tarefas resultantes
parecerão à criança fáceis de executar e dar-lhe-ão a emoção
positiva do sucesso. Em geral, estas crianças conseguem fazer sempre
um pouco mais do que aquilo que pensam que serão capazes. Ao dividir
as tarefas, o professor ajuda-a a provar isso a si mesma. Com as crianças
mais pequenas isto torna-se ainda mais importante já que funciona
numa perspectiva de prevenir precocemente futuros estados de frustração
antecipada. Com as crianças mais velhas ajuda-as a corrigir a atitude
fatalista e desmotivante que, tantas vezes, aparece no seu caminho.
Este procedimento ajuda-as de muitas outras formas que não interessa
estar aqui a enumerar. FAÇA-O SEMPRE.
-
SEJA
LÚDICO, DIVERTIDO, POUCO CONVENCIONAL, APARATOSO. Introduza a inovação
na rotina diária. As pessoas com DGA adoram a inovação e reagem com
entusiasmo. Ajuda-as a estar atentas - a elas e a si... . Lembre-se
que as crianças são pessoas cheias de vida e adoram brincar. Acima
de tudo, detestam coisas maçadoras. Grande parte da intervenção que
temos com elas envolve coisas potencialmente "chatas": A
rotina educativa, as listas de tarefas, os horários e as regras a
cumprir. Tem que mostrar à criança que, só por ter de a fazer
cumprir estas coisas, não é um professor "chato", não é
uma pessoa entediante e a escola não tem que ser, obrigatoriamente,
aborrecida. Serviço é serviço, cognac é cognac e cada coisa tem o
seu lugar: Se você, de vez em quando, conseguir ser um pouco louco,
ajudará bastante...
-
EVITE
A ESTIMULAÇÃO EXAGERADA. Lembre-se que, se a panela estiver tempo
demais ao lume, a comida esturra. Assim pode acontecer às crianças
com DGA quando são superestimuladas. Tem que aprender a reduzir a
chama rapidamente antes que lhe cheire a queimado...aí já é tarde!
A melhor maneira de lidar com o caos na sala de aula é preveni-lo
antes que aconteça.
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EXPLORE
E VALORIZE O SUCESSO O MAIS POSSÍVEL. Estas crianças vivem com o
insucesso de uma forma tão permanente que precisam de todos os reforços
positivos que puderem receber. ESTE ASPECTO NÃO PODE SER
DESVALORIZADO: Estas crianças precisam de elogios e beneficiam deles.
Adoram ser elogiadas. Bebem os encorajamentos e crescem à conta
deles! Sem eles, definham e secam. O aspecto mais devastador dos DGA não
são os próprios DGA, mas os efeitos secundários que têm na
auto-estima das crianças. Regue bem estas crianças com encorajamento
e elogios q.b. .
-
UM
DOS PROBLEMAS DESTAS CRIANÇAS É A FALTA DE MEMÓRIA. Ensine-lhes
alguns truques como mnemónicas, spots, etc. Elas têm,
frequentemente, problemas graves na memória a "curto
prazo". Ajude-os com rimas, dê-lhes deixas, associe
acontecimentos a canções conhecidas, etc., etc. São pequenos
truques que podem dar uma grande ajuda à "educação" da
sua memória.
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USE
SÍNTESES, ESBOÇOS. ENSINE ATRAVÉS DE RESUMOS. ENSINE REALÇANDO AS
COISAS REALMENTE IMPORTANTES. Não é fácil chegar rapidamente à
criança com DGA com este tipo de técnica mas, a partir do momento em
que ela a compreende, ajudá-la-á bastante a estruturar e dar forma
ao que foi aprendido e ao que está a aprender.
Éum tipo de ajuda que auxiliará a criança a distinguir o que é
IMPORTANTE do que é ACESSÓRIO durante o processo de aprendizagem. É
durante este processo que ela necessita de argumentos para lutar
contra o rol enorme de futilidades a que, geralmente, dá importância.
-
ANUNCIE,
ANTECIPADAMENTE, O QUE VAI DIZER. Depois, diga-o. Depois, diga o que
acabou de dizer. A maioria das crianças com DGA, tal como todas as
outras, aprende melhor o que vê do que o que ouve. Portanto, sempre
que puder, escreva o que vai dizer lendo alto à medida que vai
escrevendo. Este simples acto pode ser de grande ajuda. É uma técnica
que ajuda bastante a colocar as ideias no seu lugar.
-
SIMPLIFIQUE
AS INSTRUÇÕES. Simplifique as escolhas. Simplifique os horários. E,
quanto mais simplificada for a sua linguagem, mais facilmente será
compreendida. Ser "palrapatecas" só complica! E use uma
linguagem colorida. Tal como os anúncios coloridos, também a
linguagem colorida atrai a atenção.
-
Use
o feedback necessário para ajudar a criança a ser auto-observadora.
As crianças com DGA tendem a ser fracas observadoras de si mesmas.
Frequentemente não fazem ideia nenhuma de como chegaram a determinado
ponto ou de como se estão a comportar. Procure dar-lhes essa informação
de uma forma construtiva. Faça-lhe perguntas do género: "Sabes
o que é que acabaste de fazer?" ou "Como é que achas que
podias ter feito isso de outra maneira?" ou "O que é que te
parece que aquela menina sentiu quando tu disseste aquilo que acabaste
de dizer?". Faça perguntas que ajudem a desenvolver a sua
auto-observação.
-
PONHA
SEMPRE POR CLARO O QUE ESPERA DO ALUNO.
-
Um
sistema de prémios é uma possibilidade a considerar como parte de um
programa de modificação de comportamento. As crianças com DGA
respondem muito bem a incentivos e recompensas. Muitos deles são
pequenos empresários...
-
Se
a criança parece ter problemas em perceber indicações de carácter
social - linguagem corporal (analógica), tom de voz, etc. - tente, de
uma forma discreta, dar-lhe alguns conselhos numa espécie de treino
social. Por exemplo, diga-lhe: "Antes de contares a tua história,
ouve primeiro o que os outros estão a dizer!" ou "Deves
olhar para quem está a falar contigo!". Muitas crianças com DGA
são consideradas como sendo indiferentes a tudo ou metidas consigo
mesmo quando, de facto, ninguém as ensinou a interagir. Esta competência
não aparece naturalmente em todas as crianças, mas pode ser ensinada
e treinada.
-
Ensine-lhes
competências que lhes permitam testar a sua atracção pessoal.
-
Aproveite
os mais variados pretextos para pôr um jogo em acção. A motivação
é fundamental para lidar com crianças com DGA.
-
Separe
os companheiros de carteira, desfaça mesmo grupos se não funcionam
bem em conjunto. Terá que tentar novos agrupamentos até encontrar um
que funcione.
-
Preste
muita atenção às pessoas ou actividades a que a criança se prende
mais. Estas crianças têm necessidade de se sentir ligadas a qualquer
coisa, envolvidas. Quanto mais tempo se mantiverem envolvidas com alguém
ou alguma coisa mais motivadas estarão e não será tão fácil
"desligarem" e sintonizarem outro tipo de coisas.
-
Sempre
que possível, responsabilize a criança com DGA por qualquer coisa.
-
Tente
pôr em prática um livro de recados escola-casa / casa-escola. Pode
ajudar bastante na comunicação entre o professor e os pais e evitar
mal-entendidos e crises. Também ajudará bastante a que todos possam
dar o feedback que a criança necessita.
-
Tente
usar um "diário de bordo" onde anote os progressos diários
do aluno.
-
ENCORAJE
a criança a organizar-se para se auto-responsabilizar por algumas
coisas. Breves trocas de impressões no fim das aulas podem ajudar. Se
necessário considere a hipótese de ter que usar despertadores,
campainhas, etc.
-
Prepare
a criança para o tempo não organizado, quando não existe a
estrutura mais ou menos rígida de uma aula, que transmite alguma
segurança. Estas crianças precisam de saber, antecipadamente, o que
vai acontecer para se prepararem internamente. Se se encontrarem
subitamente, de surpresa, em actividades não estruturadas, estas
poderão ter o efeito de uma super-estimulação.
-
Estimule,
acaricie, aprove, ENCORAJE, alimente.
-
Com
alunos mais velhos, estimule-os a escreverem as suas notas sobre as
questões que se lhes põem durante as aulas. Essencialmente escreverão
não só aquilo que lhes é dito mas também a opinião que têm sobre
esses mesmos assuntos. Esta técnica ajudá-los-á a ouvir melhor.
-
Nos
testes e exames a escrita manual torna-se extremamente difícil para
as crianças com DGA. Considere hipóteses alternativas. Ensine-as a
usar um computador ou uma máquina de escrever. Aceite que elas ditem
o seu teste a um colega ou ao professor. Permita-lhes fazer os testes
oralmente.
-
Tente
ser uma espécie de maestro na execução de uma sinfonia. Antes de
começar atraia a atenção da orquestra. Pode usar o silêncio ou
algumas pancadas na mesa com a batuta. Mantenha a turma com alguma
harmonia apontando para diferentes partes da sala consoante necessitar
da ajuda desse sector.
-
Sempre
que possível, encontre para cada aluno um companheiro de estudos em
cada uma das disciplinas. Não esquecer de escrever o respectivo número
de telefone.
-
Generalize
e normalize a forma de tratamento que dá ao aluno com DGA por forma a
atenuar o estigma.
-
Encontre-se
frequentemente com os pais. Este facto evita que os encontros sejam
sinónimo de problemas ou crises.
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ENCORAJE
o aluno a ler alto em casa. Sempre que possível utilize a leitura em
voz alta na sala de aula. Use o contar e recontar de histórias. Ajude
a criança a desenvolver a capacidade de se centrar num só tópico.
-
REPITA.
REPITA. REPITA.
-
EXERCÍCIO!
Um dos mais eficazes tratamentos dos DGA é o exercício em conjunto
da criança e do adulto. De preferência exercícios vigorosos. O
exercício contribui para gastar a energia em excesso, ajuda a
focalizar a atenção, estimula a produção de algumas hormonas e
neuroquímicos que são benéficos e, além disto, é divertido.
Assegure-se de que o exercício é divertido e pode ter a certeza que
a criança continuará a fazê-lo até ao fim da sua vida.
-
Com
alunos mais velhos, dê ênfase à preparação antes de entrar para a
aula. Quanto mais completa for a ideia que o jovem tem do que se vai
tratar na aula, melhor será o seu domínio sobre as matérias
tratadas.
-
Esteja
sempre atento a um momento de lampejo, de cintilação. Estas crianças
são, normalmente, mais talentosas e dotadas do que parecem. Estão
cheias de criatividade, espírito lúdico, espontaneidade e boa
disposição. Têm tendência para ser um pouco convencidas e
gabarolas mas também a ter um espírito generoso, sempre prontas e
alegres por ajudar os outros. Têm, normalmente "qualquer coisa
especial" que os faz salientar onde quer que estejam. Lembre-se
que existe uma melodia dentro de toda esta cacofonia, existe uma
sinfonia que espera ser escrita.