Joao A. Lopes,
é professor no Departamento
de Psicologia da Universidade do Minho. Licenciou-se em Psicologia em 1981, na
Universidade do Porto, tendo concluído em 1991 o mestrado em Psicologia do
Desenvolvimento e da Educação da Criança nesta mesma Universidade. Em 1996
doutorou-se em Psicologia da Educação, na Universidade do Minho, com uma tese
sobre hiperactividade em contexto escolar. Dedica-se há longos anos à formação
de professores do ensino regular e da educação especial e mais recentemente à
formação graduada e pós-graduação de psicólogos. É coordenador dos Mestrados em
Psicologia da Educação Especial e em Formação Psicológica de Professores.
A
sua área de investigação e de interesse
tem sido desde sempre a dos problemas de comportamento e de aprendizagem em
contexto de sala de aula. As disciplinas que lecciona na licenciatura em
Psicologia e nos mestrados traduzem isso mesmo, bem como os projectos de
investigação que coordena e orienta.
No que diz
respeito aos serviços à comunidade, é coordenador do Serviço de Psicologia e
Orientação (SPO) da Universidade do Minho, um dos poucos SPO's que em Portugal
está especificamente orientado para a pre-escolaridade e para o 1º
ciclo do Ensino Básico. Este
serviço tem desenvolvido diversos projectos de infusão curricular de
competências de iniciação à leitura e à escrita. e de apoio aos
professores na identificação e remediação de problemas de aprendizagem e de
comportamento.

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Este
livro constitui um balanço de duas décadas de experiência a lidar
com problemas de comportamento e de aprendizagem em contexto de
sala de aula. Praticamente ninguém é indiferente a estes
problemas. Uma vez que, sendo-se aluno, professor ou simplesmente
parente de alguém que frequenta uma escola (a totalidade da
população até aos 16 anos de idade), é-se mais ou menos afectado
pelo que se faz ou diz acerca das escolas. Por outro lado, a
comunicação social constitui um potente megafone de um dos mais
interessantes mitos das sociedades modernas: o da ‘violência’ e
‘agressividade’ incontroláveis nas escolas. Esta percepção
revela-se impermeável ao facto de os números a desmentirem em
absoluto, e evidenciarem mesmo que as salas de aula são dos locais
mais seguros que é possível imaginar.
A
ideia fundamental deste livro é na essência muito simples: Sendo
certo que há alunos que apresentam problemas de aprendizagem e/ou
problemas de comportamento, é ainda mais certo que de nada vale
aos professores esperarem que alguém algures Ihes venha resolver o
problema. Deste modo, terão que ser eles mesmos, através da
aprendizagem e desenvolvimento de um conjunto de competências de
organização e gestão da sala de aula, a inibir a
instauração de um clima de indisciplina. A estrutura do livro
traduz isso mesmo, sendo a primeira parte dedicada à
caracterização dos problemas de aprendizagem e de comportamento e
a segunda à “organização e gestão da sala de aula”. Esta opção,
traduzida na estrutura do livro, é assumida clara, explícita a e
reiteradamente pelo autor ao longo do todo o texto, para que o
leitor não fique com dúvidas nem revele estranheza quanto à
articulação entre a primeira e a segunda parte do livro.
(Texto da contra-capa) |
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