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Os nossos agradecimentos à Drª Amélia Marques pela colaboração!
 

 

ESTRATÉGIAS DE APRENDIZAGEM  PARA ALUNOS PROBLEMÁTICOS  

Professor Thomas P. Lombardi

Tradução de Amélia Marques  

 

ÍNDICE

 

INTRODUÇÃO

PRINCÍPIOS   PARA ESTRATÉGIAS DE APRENDIZAGEM

Etapas na aquisição de uma estratégia de aprendizagem

Estratégias para melhorar o desempenho geral

Estratégias organizacionais

Estratégias para a gestão do tempo

Estratégias para a memorização

Realização de Testes

Estratégias para a aquisição de competências sociais

Estratégias para saber expor oralmente (falar)

Estratégias para a caligrafia

ESTRATÉGIAS PARA MELHORAR O RENDIMENTO ACADÉMICO

Leitura e escrita

Ortografia

Matemática

Áreas de conteúdo

Criação de um ambiente de suporte para as estratégias de aprendizagem.

Ambiente Familiar

Ambiente escolar

ENSINAR ESTRATEGICAMENTE

Planificação cuidadosa

Actividades de antecipação

Brainstorming

A motivação dos alunos

Activação dos alunos

Modelação

Feedback

Actividades de consolidação

CRIAÇÃO DE ESTRATÉGIAS NOVAS

 

INTRODUÇÃO

 

A maior parte dos alunos sabe ou aprende como processar a informação e desenvolver uma estratégia ou um plano organizado quando confrontado com um problema social, académico ou relacionado com um emprego. Contudo, outros consideram que este processo cognitivo é muito difícil. Lêem e relêem informação sobre este assunto mas não conseguem reter as ideias principais. Têm um bom vocabulário oral, mas os relatórios orais e escritos são simplistas e aborrecidos. Podem estudar durante horas para um teste, mas o resultado não vai de encontro às suas expectativas nem às do professor.

Há um número crescente de investigadores (ELLIS et al. 1991;  Harris 1988; Pressley et al. 1989a ) a defender que uma das maiores diferenças entre os estudantes eficientes e os não eficientes é a sua compreensão e o uso de boas estratégias de aprendizagem. Dehsler e Lenz (1989) definem uma estratégia como o "modo como o aluno aborda uma tarefa: inclui o modo como uma pessoa actua quando planifica, executa e avalia a realização de uma tarefa e os seus resultados".

Tem sido proposto e investigado  um grande número de modelos experimentais de estratégias, inclusivamente treino estratégico académico, aprendizagem recíproca (Palincsar and Brown 1984), estratégias específicas de aprendizagem (Deshler and Schumacher 1989). Ainda que haja diferenças de modelos, todas convergem em dois pontos: Primeiro, há  um grande número de estudantes, muitas vezes designados como "de risco", desmotivados,  imaturos, com dificuldades de aprendizagem, etc. que são  deficientes no uso de estratégias de aprendizagem. Estes estudantes podem-se encontrar tanto em  programas de educação regular como em educação especial. Em segundo lugar, estes estudantes podem aprender estratégias de aprendizagem o  que os vai ajudar a abordar as tarefas com mais eficácia e eficiência, aumentando as suas hipóteses de sucesso.

 Ainda que muita da intervenção estratégica tivesse como objectivo os alunos mais velhos, o autor defende que o ensino de estratégias de aprendizagem pode também beneficiar os mais novos. Este livro foi escrito para professores e outros responsáveis por estudantes que têm estratégias de aprendizagem ineficazes. Não propõe soluções, mas apresenta indicações para os educadores que pretendem melhorar o seu ensino de estratégias.

Através dele verificamos que o enfoque reside no "Como aprender" e não em "o que aprender".

 

PRINCÍPIOS   PARA ESTRATÉGIAS DE APRENDIZAGEM

 

A aprendizagem de estratégias é o conjunto de processos ou técnicas que se usam para realizar uma tarefa particular. São como que um mapa de estradas que se usam para o processo do pensamento. Os vários modelos de ensino de estratégias visam substituir uma aprendizagem ineficiente e pouco efectiva por estratégias que levem ao sucesso e a um nível mais alto de realização. No âmago de vários modelos está o uso de bons princípios de ensino. Alguns dos princípios defendidos por especialistas estão aqui resumidos. (v. Deshler and Schumacher 1986; Swanson 1989).

 

Exigir o envolvimento dos alunos. Este é provavelmente o aspecto mais importante da instrução de estratégias de aprendizagem.  Há muita literatura sobre técnicas de motivação, mas o objectivo fundamental é o de fazer com que um estudante veja como a estratégia o vai ajudar em problemas específicos.

 

 Identificar e ensinar os pré-requisitos. Ainda que o ensino de estratégias possa ocorrer em qualquer idade ( contar pelos dedos é uma estratégia universal para crianças de 2 ou 3 anos), muitas estratégias exigem o conhecimento das aprendizagens básicas. A estratégia de  escrever uma frase só terá sucesso se os alunos souberem identificar substantivos, verbos e preposições.

 

Aprender a estratégia. É importante que o professor domine a estratégia por forma a fazer de modelo com à vontade. Os alunos devem ser capazes de ver os passos dados de um modo natural e confortável. O domínio de estratégias permite ao professor manter o enfoque na instrução dos alunos.

 

Reconhecer e recompensar o esforço do aluno. Os alunos com problemas de aprendizagem têm uma história de insucesso. O professor deve ser sensível a isso e fazer um elogio ou dar um feedback positivo para realizações ainda que modestas.

 

Pedir o domínio de estratégias - Os alunos devem aprender as suas estratégias a um nível que lhes permita o seu uso automático. A investigação indica que sem este nível de realização, muito pouco será generalizado a uma aplicação real. Deixem os alunos ter os seus próprios quadros para apontar o seu progresso na aprendizagem de uma estratégia. Contudo, o professor deve estabelecer o nível de realização. Com algumas estratégias não será razoável estabelecer os 100% como nível de realização.

 

Instrução integrada.  Embora haja várias etapas na aquisição do domínio de uma estratégia de aprendizagem, elas não são sempre  lineares nem sequenciais. Por exemplo: a capacidade de generalizar é geralmente o último passo, mas pode ser introduzida em qualquer altura, especialmente se referida por um aluno. O objectivo último é conseguir que os alunos incorporem as estratégias  no seu sistema de informação.

 

Dar explicações directas.  Os professores devem realçar o processo cognitivo envolvido na aplicação de estratégias de aprendizagem. Para que os alunos aprendam as etapas de uma estratégia particular, eles deverão usar imagens visuais, formular hipóteses, ou relacionar a nova informação com conhecimentos anteriores. O professor deve demonstrar e encorajar estes processos cognitivos e metacognitivos.

 

Promover a generalização.  A menos que as estratégias sejam usadas numa grande variedade de situações, os alunos não verão a sua relevância e não conseguirão generalizar o seu uso. Os professores devem seguir e reforçar o uso de estratégias de aprendizagem sempre que surja oportunidade para isso. E os pais deveriam ser encorajados a fazer o mesmo em casa. Por vezes é útil que os alunos realizem determinada tarefa com ou sem o uso de estratégias, podendo assim julgar por eles próprios o valor que as estratégias têm na realização bem conseguida de uma tarefa.

 

Encorajar a adaptação e o desenvolvimento.  Quando uma estratégia é aprendida e generalizada, deverá tornar-se numa parte funcional do processo mental do aluno. As modificações, para adaptar factores temporais, conteúdo, ou situações ambientais, são apropriadas. O objectivo último é conseguir que os alunos compreendam todo o processo de aquisição de estratégias de aprendizagem, sendo capazes de desenvolver as suas próprias.

 

Etapas na aquisição de uma estratégia de aprendizagem

 

O tempo envolvido na aquisição dos passos para uma estratégia de aprendizagem varia consoante a dificuldade da estratégia bem como  da média de aprendizagem do aluno. Cada lição deve começar com uma planificação prévia e concluir com uma revisão daquilo que foi conseguido. A planificação prévia prepara os alunos para estarem activamente envolvidos com os objectivos a serem aprendidos e dá uma panorâmica da realização que se esperava. A revisão permite, tanto ao professor como aos alunos, determinar se   a realização das tarefas foi de encontro às suas expectativas. Ao longo da estratégia da intervenção os alunos deverão guardar os seus próprios registos do progresso.

Os seguintes passos deverão ser dados quando se ensinam estratégias de aprendizagem.

 1: Determinar se a estratégia é necessária - Há muitas explicações para o facto de os alunos terem dificuldades de aprendizagem. Uma estratégia ineficiente e não efectiva é uma dessas razões. Por isso, o primeiro passo será verificar se há necessidade de uma estratégia ou não. Use testes formais e informais, assim como a sua própria observação, para  avaliar a estratégia ( ou mais provavelmente da falta de estratégia) que o aluno está a utilizar no cumprimento de uma dada tarefa. Quando verificar que a estratégia é necessária, partilhe as suas conclusões com os alunos.

2:  Descrever a estratégia - Este passo é referido para dar aos alunos o sentido de estratégia. Compare-o com a estratégia que os alunos estão a usar naquele momento. Faça-os saber o que eles podem esperar em termos de uma melhor realização, se eles aprenderem uma estratégia. Consiga o seu compromisso e comprometa-se com o esforço. Faça-os conhecer as suas responsabilidades.

3:  Demonstrar a estratégia -  Isto é o mais importante no ensino da estratégia. Muitos professores não foram treinados ou sentem-se pouco à vontade em "pensar em voz alta". Contudo, é necessário aos alunos experimentar o processo que lhes é fornecido. Eles precisam de saber e ver como a estratégia pode funcionar. Precisam de testemunhar o seu funcionamento cognitivo e metacognitivo. Talvez seja necessário demonstrar várias vezes, antes dos alunos estarem prontos para passar à etapa seguinte: prática.

4:  Praticar a estratégia  - Os alunos necessitam de praticar a estratégia até que a utilizem automaticamente. A aprendizagem deve começar num nível fácil, de modo a que os alunos se possam concentrar inteiramente na estratégia. Gradualmente, à medida que se vão sentindo confortáveis com a tarefa, a aprendizagem deverá aumentar de dificuldade até que esteja ao nível instrucional dos alunos. Neste ponto, haverá variantes consideráveis na média do progresso do aluno. Assim, será necessária uma instrução mais personalizada.

5:  Usar a estratégia  -  Nesta etapa os alunos devem estar prontos para aplicar a estratégia à tarefa ou situação  na qual  estejam a sentir dificuldades. Eles próprios deverão procurar as pistas necessárias, sem se apoiarem no professor. O professor deverá continuar  a acompanhar e verificar o uso correcto da estratégia, assim como deverá estar disponível para dar uma assistência individualizada se tal for necessário.

6:   Generalizar a estratégia -  Para que o esforço e tempo despendidos no ensino da estratégia tenham valido a pena, será necessário que os alunos sejam capazes de generalizá-la a uma grande variedade de situações. O professor deverá continuar a orientar em relação a "onde", "quando" e "como" a estratégia deverá ser utilizada. A investigação (Barkowsky et al. 1987) indica que as estratégias se generalizam melhor quando os alunos acreditam que vai melhorar a sua execução de tarefas.

7:  Adaptar a estratégia  -  à medida que a estratégia se torna uma parte das técnicas de resolução de problemas dos alunos, estes provavelmente serão capazes de a adaptar de algum modo. As mnemónicas podem deixar de ser necessárias; as linhas de tempo podem ser alteradas e os vários passos da estratégia poderão desaparecer. É o que se espera. Quando um aluno progride até ao ponto de adaptar uma estratégia, isso é um indicador de que a estratégia se interiorizou no processo de resolução de problemas do aluno a ponto de se ter tornado automática.

 

Estratégias para melhorar o desempenho geral

 

Há muitas estratégias ou competências que usamos para lidar com todos os aspectos da nossa vida. Às vezes são referidas como competências da vida. Muitas vezes diferem entre o sucesso ou falta de sucesso no nosso desempenho. Infelizmente, muitos alunos com problemas académicos, sociais e vocacionais têm dificuldade em adquirir e usar estas competências. O que se segue são estratégias para melhorar essas competências. Os exemplos dados serão tratados aqui de forma sucinta.

 

Estratégias organizacionais

 

Uma estratégia eficaz para promover boa organização consiste em usar uma representação visual daquilo que tem ser realizado. Podem ser registos, agendas, grelhas, códigos coloridos,  notas indicadoras da actividade ou mesmo simples autocolantes. Outra estratégia básica consiste em exigir que os estudantes tenham um caderno para cada disciplina. Na capa de cada caderno deverão ter uma bolsa com o rótulo "Trabalho a ser realizado". Por trás terão uma bolsa idêntica com o rótulo "Trabalho realizado" . Os professores e os pais deverão verificar e reforçar o uso destas estratégias.  Para aprofundar este assunto consultar Shields and Heron (1989) e Birnbaum (1989).

 

Estratégias para a gestão do tempo

 

O facto de não se conseguir fazer uma boa gestão do tempo pode conduzir a um rendimento fraco. As estratégias para gerir melhor o tempo incluem grelhas horárias, calendários, marcadores de tempo mecânicos e cadernos de apontamentos. Uma estratégia a usar para tarefas domésticas, escolares, ou de outro tipo de trabalho é uma grelha horária de prioridades. Os alunos, nos seus cadernos de apontamentos, devem incluir  quatro categorias: " Importante e Urgente", "Não importante mas Urgente", "Não importante nem Urgente". As actividades, marcação de trabalhos e pedidos são transmitidos e os alunos tomam nota deles numa das quatro categorias.  Depressa começam a compreender que algumas coisas que andam a fazer não podem ser adiadas, outras têm de ter atenção imediata e ainda outras a que eles devem dar atenção  mas que podem ser realizadas mais tarde. Esta estratégia não só promove uma melhor gestão de tempo mas também força os alunos a tomar decisões acerca do que é prioritário. Um estudo a estudantes universitários, que frequentavam um curso que salientava estratégias idênticas para a gestão de tempo, indicou que haviam criado melhores hábitos de estudo, melhorou a realização académica e aumentou a motivação. (Congos and Smith 1983)

 

Estratégias para a memorização

 

Com muita frequência se usa a memória fraca como desculpa para um rendimento fraco. Contudo há cada vez mais grupos de investigação que provam que a capacidade de memorização pode ser melhorada (Pressley et al. 1989b). Algumas das mais prometedoras estratégias para melhorar a capacidade de memorização incluem o uso de mnemónicas, especialmente para lembrar nomes  ou a ordem das coisas; quadros magnéticos ou de cortiça ou estratégias de associação que ajudam que ajudam a transferir listas de memória  de médio para longo prazo; e, ainda, a categorização por grupos para lembrar ideias e  trabalhos. O uso de grupos de palavras (clustering) para formar um todo pode ser especialmente útil. Por exemplo: os alunos visualizam colunas e associam a cada coluna uma ideia. Quando é recebida uma nova informação  é colocada na coluna respectiva.

Esta estratégia é, na realidade, uma combinação da visualização e categorização. O uso da instrução assistida por computador (IAC) para melhorar a informação factual é recomendável. Stevens e os seus colegas(1991) desenvolveram uma série de programas de instrução assistida por computador (IAC) intitulados "Waiting to learn", que usa uma espera constante, uma estratégia que consiste em dar estímulos escritos que se apagam de seguida, para melhorar a memorização da ortografia das palavras. É uma estratégia acompanhada e não apenas exercício e prática.

 

Realização de Testes

 

Não há nada que substitua um teste para estudar e conhecer o material a fim de o realizar bem.  Contudo, há estratégias que ajudam os alunos a fazer ainda melhor. (Ver fastback 291 Preparing Students for Taking Tests, por Richard Antes) . Estas incluem uma leitura cuidadosa e atenta das instruções, tirar o sentido geral da pergunta num teste temporizado caso não esteja seguro da resposta e voltar a essas perguntas se houver tempo, responder a todas as perguntas caso não haja penalização  pela tentativa de adivinhar e rever todas as respostas. Uma estratégia conhecida, que usa a mnemónica "PIRATES" teve muito sucesso entre os alunos (Hughes et al. 1988). PIRATES quer dizer:

 

Prepare to succed (preparar-se para ter bom resultado)

Inspect the instructions ( ler cuidadosamente as instruções)

Read, remember, reduce  (ler, lembrar, resumir)

Answer or abandomn. (responder ou abandonar)

Turn back  (rever)

Estimate ( avaliar)

Survey (verificar)

 

Mesmo durante o teste, os alunos poderão melhorar a sua realização através de uma estratégia. Carlisle (1985) sugere que os alunos procedam da seguinte maneira:

 

1.      Clarificar a pergunta de modo a assegurar a compreensão da mesma.

2.      Elaborar respostas com a maior simplicidade possível.

3.      Organizar e esboçar a resposta como ela deve ser apresentada.

4.      Ter flexibilidade mas preparar-se para justificar a resposta com experiências.

5.      Citar fontes.

6.      Ter um comportamento calmo e cordial.

7.      Admitir falta de conhecimento mas referir assuntos relacionados com a pergunta.

 

Scruggs e Mastropieri (1992) fornecem uma grande variedade de estratégias que podem ser usadas  durante a realização de testes na sala de aula, testes estandardizados, e testes para outros fins. Aqueles também  defendem que estas estratégias podem ser ensinadas tanto pelos pais como pelos professores.

 

Estratégias para a aquisição de competências sociais

 

Muitas vezes alunos com dificuldades de aprendizagem também têm problemas de inter-relação com os pares e com outros. Há várias estratégias para ensinar competências sociais positivas. Estas incluem aprendizagem cooperativa, descoberta de interesses mútuos e, ainda, intervenção contextual.

 A aprendizagem cooperativa  implica que os alunos trabalhem juntos com vista a atingir determinados objectivos. A descoberta de interesses mútuos permite aos alunos explorar projectos de grupo com os pares que têm interesses comuns. A intervenção contextual envolve o ensino de competências sociais no contexto da família, pares e sala de aula.

Carter e Sugai (1988) apresentam várias estratégias para a aquisição de competências sociais que incluem a modelação, o treino correspondente, o ensaio e a prática positiva. A modelação leva os alunos a observar o comportamento adequado. Com o treino correspondente, os alunos  monitorizam o seu próprio comportamento social e, mais tarde, apresentam relatórios orais ou escritos de comportamentos.

Os ensaios (ou simulações) e a prática positiva podem consistir no visionamento de videos que apresentam exemplos de  competências para saber ouvir.

Com o ênfase actual nos alunos problemáticos, a estratégia de distribuição de lugares pode ser uma estratégia útil. Implica que os alunos com comportamentos pouco adequados tenham os seus lugares em sítios de onde possam observar alunos com comportamentos adequados. Estes alunos servem de modelo e reforçam as competências sociais adequadas. Outra estratégia, designada por SLANT, é indicada para melhorar a aceitação social dos alunos. Pode ser utilizada em quase todas as situações que envolvem interacção entre alunos. Esta mnemónica quer dizer o seguinte:

-         Sit up (sentar-se direito)

-         Lean forward ( inclinar-se para a frente)

-         Activate your thinking ( activar o raciocínio)

-         Name key information ( sintetizar o que lhe foi dito)

-         Track the talker  ( seguir o pensamento do emissor)

 

Estratégias para saber expor oralmente (falar)

 

Muitos alunos, não apenas aqueles que têm dificuldades de aprendizagem e falta de competências sociais, sentem-se pouco confortáveis quando têm de falar perante um grupo. Suid (1984) apresenta uma série de estratégias que começam com jogos ou  com actividades de exposição oral de grupos e gradualmente levam os alunos a falar sozinhos perante um grupo.

Outra estratégia usa o acrónimo SPEECH como mnemónica para os seguintes 6 passos para fazer uma apresentação oral (Lombardi, na imprensa)

 

-         Select your topic. (seleccionar o assunto)

-         Prepare pertinent data. (preparar os dados necessários)

-         Edit your speech (clarity, conciseness, continuity). Formular o discurso (clareza, concisão, continuidade)

-         Enhance your speech (gestures, emphasis). Dar expressão ao discurso (mímica, ênfase)

-         Crosscheck your speech. (rebater o discurso)

-         Hear yourself (rehearse your speech). Ensaiar o discurso

 

Estratégias para a caligrafia

 

Muitos alunos problemáticos e outros não conseguem escrever legivelmente. Essa incapacidade reflecte-se noutros trabalhos. Bing (1988) oferece algumas estratégias gerais para melhorar a caligrafia, assim como estratégias específicas para tornear o problema. As estratégias gerais incluem:

 

1.      Ensino de uma postura correcta, de como pegar na caneta, posição do papel e outros factores  básicos;

2.      Fornecer modelos de caligrafia na forma de quadros de alfabeto;

3.      Usar técnicas de desenho de forma;

4.      Usar pistas e técnicas de apagamento ( permitindo aos alunos traçar letras e palavras e, então, gradualmente apagar parte de palavras até que fiquem apenas setas ou pontos para iniciar os alunos na posição correcta;

5.      Marcar  trabalhos escritos (curtos) ou dar tempo adicional para a sua realização;

6.      Exigir a toda a classe o mesmo trabalho sem criticar a sua falta de destreza manual;

7.      Ensinar  destrezas de revisão de trabalhos escritos;

8.      Proporcionar uma prática supervisionada por curtos espaços de tempo todos os dias.

 

Algumas estratégias  incluem o uso de uma máquina de escrever ou de um computador, dando relatórios orais ou  gravando os relatórios orais e usando um companheiro que escreve ( um aluno que escreve usando as notas fornecidas pelo estudante com incapacidade para o fazer).

     

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