Grupo do Leão

 

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Texto

 


O Grupo do Leão

Lisboa, pela sua situação geográfica, política e social, foi naturalmente o grande e agitado centro intelectual, artístico e boémio por volta de 1880, a época que evoco. Nesse tempo, era Lisboa que acolhia o escol dos artistas que nela procuravam meios e oportunidades de trabalhar e vencer. Silva Porto, que regressara de Paris, onde fora discípulo de Daubigny, tomou conta da cadeira de pintura da Escola de Belas-Artes de Lisboa e soube criar à sua volta um ambiente de vivo entusiasmo, verdadeiramente invulgar para a época. A cervejaria "Leão" era o seu ponto de encontro com amigos, admiradores e discípulos. O jornalista Mariano Pina baptizou-os de "O Grupo do Leão". Tratava-se de um grupo sem estatutos nem regras, feito ao sabor de afinidades e de esperanças comuns, em que as discussões estéticas e o convívio eram bem alegres e, por vezes, bem acaloradas.

No Outono de 1881, começaram a juntar ideias para a primeira exposição do grupo, que acabou por decorrer nas Salas da Sociedade de Geografia, então num segundo andar da Rua do Alecrim. A "Exposição dos Quadros Modernos", como lhe chamaram, abriu em 15 de Dezembro de 1881. O catálogo foi ilustrado com desenhos dos expositores, gravados em zinco - novidade gráfica daquele tempo. O público acorreu, interessou-se e comprou muitas obras. A segunda exposição e as seguintes, com inaugurações régias (D. Luis e Rainha D. Maria Pia), constituiram verdadeiros acontecimentos artísticos. No entanto, em Dezembro de 1889 não se realizou a 9ª exposição que se esperava. O Grupo dissolveu-se tão espontaneamente como se formara, acabando com nove ou dez anos de vida harmoniosa e sem intriga.

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Instruções

Este pequeno texto é uma interpretação pessoal de 3 trabalhos: Mestre Manuel Lapa, com fotografia de Mário Novaes - Calendário de 1967, editado pela CIDLA. José-Augusto França - A Arte em Portugal no Século XIX - segundo volume, Livraria Bertrand (1966). Catálogo Arte Portuguesa do Século XIX - Instituto Português do Património Cultural (1988).

 


Para aceder a uma pequena biografia e um quadro representativo, faça um clique na cabeça de cada um dos pintores que compõe o Grupo do Leão. Depois, se colocar a seta no quadro do artista escolhido e fizer um clique, verá o quadro a cores numa janela própria. Para voltar para trás, terá de fechar essa janela e clicar na seta da esquerda.

Existem três personagens que não têm biografia: Varela e Monteiro, os proprietários da cervejaria "Leão", e o criado Manuel.

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Joao Vaz (1859-1931)

João Vaz

 

Um dos mais cintilantes espíritos do "Grupo do Leão", João Vaz foi o calmo "marinhista" de Setúbal, sua cidade natal onde nasceu em 1859.

Toda a sua vida, gerada na elegância das boas maneiras foi consoladoramente luminosa.

Cursou a Escola de Belas-Artes de Lisboa, discípulo de Anunciação e Silva Porto, foi Director das decorações das festas dos centenários da Índia e Santo António e dirigiu a nossa representação na Exposição Universal de Paris em 1900.

Exemplo fecundo para a educação dos futuros artistas foi respeitado professor de admirável orientação pedagógica.

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Marinha

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Antonio Ramalho (1858-1916)

António Ramalho

Transmontano de nascimento, António Ramalho viveu longo tempo no Porto onde começou a sua vida muito modestamente.

Através de muitas vicissitudes, não foi só um excelente pintor, pois, com a sua coragem e o seu espírito, foi dos mais exuberantes e alegres componentes do famoso grupo artístico.

Aguarelista e retratista de grande mérito, foi principalmente, um artista portuguesíssimo na sua maneira de pintar.

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O Lanterneiro

 

 

 

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Cipriano Martins

Cipriano Martins

Pelo seu espírito modesto mas culto, pelo seu temperamento e pelo seu sentido de humor, Cipriano Martins foi, também um companheiro muito querido do "Grupo do Leão" cujo nome figura justamente entre os consagrados que contribuiram para prestígio da pintura portuguesa contemporânea.

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Paisagem

 

 

 

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Columbano Bordalo Pinheiro (1857-1929)

Columbano Bordalo Pinheiro

Columbano nasceu em Almada em 1857.

Foi um pintor extraordinário de raro sentido artístico e de toque inconfundível.

A sua pintura é viva, expressiva, concentrada e os seus retratos são de uma assombrosa perfeição.

É o consagrado autor do quadro "Soirée" que reproduzimos nesta página, além de muitos outros que lhe deram o lugar de honra que ocupa.

A sua alma transportava um ideal acima do vulgar que o situa entre os maiores pintores europeus.

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A Soirée

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Rodrigues Vieira (1856-1898)

José Rodrigues Vieira

Nascido em Lisboa a 17 de Março de 1856, José Rodrigues Vieira, companheiro inseparável do "Grupo do Leão", foi o grande pintor da paisagem bucólica dos campos do Liz.

Professor da Universidade de Coimbra, José Rodrigues Vieira, que também foi escultor, está representado no Museu de Arte Contemporânea.

Faleceu em Coimbra em Janeiro de 1898.

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Barcos

 

 

 

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Rafael Bordalo Pinheiro (1846-1905)

Rafael Bordalo Pinheiro

Todos os Portugueses cultos, e, de modo especial, os que se interessam pelas Artes conhecem o nome de Bordalo Pinheiro, Rafael de seu primeiro nome, que, pelas variadas facetas do seu talento ocupa lugar de inegável prestígio entre os seus companheiros de época.

Bordalo nasceu em Lisboa a 21 de Março de 1846 e foi um caricaturista extraordinário, admirado e temido.

Dotado de opulenta imaginação, além do mais, foi igualmente um barrista inconfundível, e das suas mãos sairam verdadeiras maravilhas.

Bordalo foi o artista mais amado do seu tempo, e, a sua obra, espalhada por todo o Mundo, impõe o seu nome como glória nacional.

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Natureza Morta

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António Carvalho da Silva Porto (1850-1893)

Silva Porto

António Carvalho da Silva Porto, nascido na cidade do Porto a 11 de Novembro de 1850, foi o grande orientador do "Grupo do Leão".

Cultivador da cor, apaixonado da luz, Silva Porto criou à sua volta um grupo de artistas verdadeiramente notáveis.

Sem a personalidade tão fortemente atraente de Silva Porto, o "Grupo do Leão" não teria tido a significação e a influência que teve na Pintura Portuguesa.

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Volta da Feira

 

 

 

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Henrique Pinto (    -1912)

Henrique Pinto

Cursou a Academia Real de Belas-Artes de Lisboa, tomou parte nas exposições "Promotora" e "Grémio Artístico" e, juntamente com José Malhôa, seu grande companheiro, realizou uma obra muito curiosa e interessante.

Faleceu em Figueiró dos Vinhos a 26 de Setembro de 1912.

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Paisagem

 

 

 

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José de Sousa Moura Girao (1840-1916)

Moura Girão

José de Sousa Moura Girão é dos mais conscienciosos pintores portugueses da sua geração e a sua obra espalhou-se pelos nossos museus e por colecções particulares.

Foi restaurador do Museu Nacional de Arte Antiga, durante trinta e seis anos.

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Capoeira

 

 

 

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Ribeiro Cristino (1858-1948)

João Ribeiro Cristino

Era o mais novo dos consagrados do "Grupo do Leão", nascido em Lisboa em 1858 onde frequentou a Academia Real de Belas-Artes.

A sua pintura, caracterisada dominantemente por grande fidelidade de cor, foi influenciada pelo convívio com Silva Porto e são do seu pincel obras notáveis como no "Lago do Jardim da Estrela", "Um Pinhal" e "Serra de Monte Junto".

Foi professor e Director de Escolas Industriais em Leiria e na capital, onde afirmou excelentes qualidades pedagógicas.

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Na Fonte

 

 

 

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Jose Vital Branco Malhôa (1855-1933)

José Malhôa

José Vital Branco Malhôa nasceu nas Caldas da Raínha a 28 de Abril de 1855.

Para Malhôa, a Arte a que se consagrou entusiàsticamente, não tinha segredos.

A sua obra de grande pintor, profundamente emotiva, é um autêntico compêndio de são nacionalismo na qual exprimiu extraordinàriamente, as alegrias e as tristezas da nossa gente.

Malhôa faleceu em Outubro de 1933.

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S. Martinho

 

 

 

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