Outros autores medievais:
Alcuino de York
Abraham bar Hiyya
Abraham ben Erza
Barthélémy de Romans
Calandri
Jacopo de Firenza
Leonardo de Pisa
Levi ben Gershon
Paolo Dagomari
Nicolas Chuquet
Problemas
de Liber Abaci:
Capítulos 10 e
11
Capítulo 12 -
Partes 1 e 3
Cap. 12 -
Partes 4, 5 e 6
Cap. 12 -
Partes 7 e 9
Cap. 13 e 15
|
|
História da Matemática na Época Medieval
(Europa)
Liber Abaci
Liber Abaci (o Livro do Ábaco ou do Cálculo) foi escrito
por Fibonacci em 1202, e foi baseado na
aritmética e "Álgebra" que Fibonacci apreendeu durante as suas
viagens pelo Mediterrâneo. Em 1228 o livro foi de novo publicado após
uma revisão.
Foi muitas vezes imitado, ou mesmo copiado, servindo de modelo a
praticamente todas as aritméticas comercias da época medieval e
renascentista. Foi um dos
primeiros a introduzir os numerais indo-árabes na Europa. O livro tem uma
forte influência árabe.
O livro contém não apenas as regras para cálculo com os numerais
indo-árabes, mas também diversos problemas, que incluem questões,
certamente muito úteis aos mercadores, como o cálculo de juros,
conversões monetárias, medidas, e outro tipo de problemas que Fibonacci
resolve recorrendo a diversos algoritmos e métodos, entre eles o método
da falsa posição e a resolução de equações quadráticas.
Está dividido em 15 capítulos:
| Cap. 1 |
De cognitione novem figurarum indorum et qualiter
cum eis omnis numerus scribatur; et qui numeri, et qualiter
retineri debeant in manibus, et de introductionibus abbaci |
Leitura e escrita dos números no sistema
indo-árabe |
| Cap. 2 |
De multiplicatione integrorum numerorum |
Multiplicação
de números inteiros |
| Cap. 3 |
De additione ipsorum |
Adição
de números inteiros |
| Cap. 4 |
De extractione minorum numerum ex maioribus |
Extracção
do menor número pelo maior (subtracção). |
| Cap. 5 |
De divisione integrarum numerorum per integros |
Divisão
de números inteiros |
| Cap. 6 |
De multiplicatione integrarum numerorum cum
ruptis atque ruptorum sine sanis |
Multiplicação
de números
inteiros
por fracções |
| Cap. 7 |
De additione ac extractione et divisione
numerorum integrarum cum ruptis atque partium numerorum in
singulis partis reductione |
Adição,
subtracção e divisão de fracções |
| Cap. 8 |
De emptione et venditione rerum venalium et
similium |
Aquisição
e venda de mercadorias e similares |
| Cap. 9 |
De baractis rerum venalium et de emptione
bolsonalie et quibusdam regulis similibus |
Comércio |
| Cap. 10 |
De societatibus factis inter consocios |
Regra
das companhias |
| Cap. 11 |
De consolamine monetarum atque eorum regulis que
ad consolamen pertinent |
Liga
de moedas |
| Cap. 12 |
De solutionibus multarum positarum questionum
quas erraticas appellamus |
A
solução de problemas diversos |
| Cap. 13 |
De regula elcatayam qualiter per ipsam fere omnes
erratices questiones solvantur |
A
regra
da falsa posição. |
| Cap. 14 |
De reperiendi radicibus quadratis et cubitis ex
multiplicatione et divisione seu extractione earum in se et de
tractatu binomiorum et recisorum et eorum radicum |
Raízes
quadradas e raízes cúbicas |
| Cap. 15 |
De regulis proportionibus geometrie pertinentibus:
de questionibus aliebre et amulchabale |
A
regra da proporção geométrica e questões de álgebra e
almucabala |
O
livro divide-se naturalmente em três partes. A primeira trata da
aritmética que envolve os sete primeiros capítulos.
Fibonacci inicia o primeiro capítulo introduzindo os
numerais indo-árabes:
As nove figuras dos hindus são 9, 8, 7, 6, 5, 4,
3, 1. Com estas nove, e com o símbolo 0, que os árabes chamam zephirum,
podem se escrever todos os números, como demonstraremos abaixo.
Nos capítulos seguintes, como se pode ver acima, pelos títulos de
cada um deles, Fibonacci trata dos quatro algoritmos elementares tanto
para números inteiros como para fracções.
Os quatro capítulos seguintes constituem uma segunda parte do livro, sobre a
matemática comercial.
No capítulo que se segue, Fibonacci apresenta diversos problemas, o problema
mais conhecido é sobre um par de coelhos, que é colocado numa cerca, querendo-se saber
quantos coelhos se reproduzem num ano a partir desse par. A solução dá
origem à sequência 1, 1, 2, 3, 5, 8, 13, 21, 34, 55 (Fibonacci omitiu o
primeiro termo), na qual cada número, da sequência, é igual à soma dos
dois que o precedem. Esta sequência foi denominada de sequência de
Fibonacci no século XIX, pelo matemático francês Edouard Lucas, e a
partir daí encontraram-se inúmeras relações destes números com a
natureza, levando os matemáticos e cientistas a
investigá-la.
Para conhecer mais problemas deste livro siga para a página
seguinte.
Última actualização 16-12-2002
|