
Textos e autores:
Bakhshali
Aryabhata
Mahavira
Bhaskara II
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História da Matemática na Índia
Bhaskara II
Bhaskara nasceu em 1114, na Índia, numa
terra chamada Vijalavida (da qual se desconhece a localização) e morreu,
provavelmente, em 1193, aos 79 anos. O seu pai, Mahervara (1078-?), foi
astrónomo e o seu professor.
Bhaskara escreveu o
Siddhanta Siromani, aos 36 anos, em 1150. O
seu manuscrito está dividido em quarto partes Lilavati (A
Bela) sobre aritmética; Bijaganita sobre a álgebra,
Goladhyaya sobre a esfera, ou seja sobre o globo celeste e
Grahaganita sobre a matemática dos planetas.
O seu livro foi usado em toda a Índia, tendo substituído maior parte dos
textos que eram utilizados até então, como o do astrónomo indiano Lalla
(720 - 790), mas só saiu as fronteiras da Índia no século XVI. Nessa
altura foi traduzido para persa por Faizi (1587). Foi este tradutor que
introduziu a história de que Lilavati era o nome da filha de Bhaskara.
De acordo com essa história, a partir do seu horóscopo, Bhaskara tinha
previsto o dia e a hora propícia para o casamento da sua filha. Para
saber a hora exacta tinha construído um relógio, colocando um copo com
um pequeno orifício, por onde entrava água, numa vasilha cheia de água.
De tal forma que ao início da hora exacta do casamento o copo
afundar-se-ia. Quando tudo estava pronto, Lilavati, cheia de curiosidade,
inclinou-se sobre a vasilha e uma perola do seu vestido caiu no copo e
bloqueou o orifício. A hora do casamento passou sem que o copo se
afundasse. Lilavati nunca se casou. Para consolar a sua filha Bhaskara
prometeu escrever-lhe um livro de matemática!
É natural que a história tenha sido inventada por Faizi, mas Bhaskara
escreveu realmente o livro com o nome de uma mulher.
Lilavati contém 278 versos. Trata de vários
assuntos:
Definições e
tabelas
O
sistema de numeração
Oito operações numéricas com números inteiros
(adição, subtracção, multiplicação, divisão,
quadrados, raízes quadradas, cubos, raízes cúbicas)
As
oito operações com
fracções
Oito regras relativas ao
zero
Descobrir
quantidades desconhecidas
Equações quadráticas
Regra
de três, proporção inversa, regra de cinco
Juros
Combinações
Progressões
Medições
(teorema de Pitágoras)
Volumes
Problemas geométricos de sombras
(trigonometria)
Modificação da Kuttaka
(a equação ax + c = by), da varga
prakrit (a equação nx2 + 1 = y2,
com n inteiro positivo, também conhecida como equação
de Pell)
Permutações e
partições.
Definições e
Tabelas
Definições relativas à moeda
Duas
vezes dez varatakas [caurim 1] são
um kakini [concha],
quarto destes são um pana
[meia moeda].
Dezasseis destes são aqui considerados
como sendo um dramma [moeda, "dracma"]e
dezasseis drammas são uma niska [moeda
de ouro].
(citado em http://www.brown.edu/Departments/History_Mathematics/lila/lilavati_defs.html)
Medidas de ouro (verso 3)
2
yaras = 1 gunja e 3 gunjas = 1 valla
8
vallas = 1 dharana e 2 dharanas = 1
gadyanaka
14
vallas = 1 dhataka
5 gunjas = 1
masa, 16 masas = 1 karsa
4 karsas = 1 pala
Medidas de comprimento
Uma
angula [digito] são oito yavodaras, uma hasta
[cúbito] são quatro vezes seis angulas. Aqui uma danda
[vara] são quatro hastas, e uma krosa
são duzentas hastas.
Uma
yojana são krosas. Do mesmo modo, dez karas
[ou hasta, mãos] são uma vamsa [bambu]; uma nivartana
é um campo rodeado de quatro lado de vinte vamsas cada
um.
(citado em http://www.brown.edu/Departments/History_Mathematics/lila/lilavati_defs.html)

Notas:
1-
caurim-
pequeno búzio que serve de moeda
Última actualização 06-04-2003
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