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Intercâmbios electrónicos

Seminário Internacional

Centro de Competência Nónio-Século XXI

Escola Superior de Educação de Setúbal

8 Fevereiro 2000

 

"[M]ost pedagogical frameworks currently practiced or advocated are insufficient to allow students to develop the advanced communication skills required in the 21st century. . . What we need. . . is project-based learning, with students having the opportunity to engage in learner-centered collaborative projects, working together with their classmates and with others around the world, using a variety of technological means. These kinds of projects can nurture the kind of autonomous learning required for 21st century success" (Mark Warschauer 9).

O aproveitamento do potencial da Internet e das suas inúmeras ferramentas pelo sector da Educação está ainda, em minha opinião, na sua infância e a sua orientação e desenvolvimento futuros são difíceis de prever. Embora muito já se tenha feito, muito mais está por fazer, o que torna este momento que vivemos particularmente interessante e motivante para professores e alunos. Diria mais: é um enorme desafio às nossas capacidades criativas e inovadoras!

O que está por fazer passa naturalmente pela vontade e determinação dos professores, por isso, como agentes educativos do século XXI, é forçoso agarrarmos o futuro, hoje. Como diz Mark Warschauer, nas palavras que citei inicialmente, temos de estruturar a nossa actividade diária de forma a incluir mais trabalho colaborativo e de projecto, caso contrário, falharemos parcialmente num dos nossos objectivos - a preparação dos alunos para a vida activa.

Comecei a interessar-me por desenvolver intercâmbios electrónicos de carácter cultural na minha disciplina, o Inglês, quando me apercebi que deviam ser um instrumento motivador, atractivo, genuíno e mais eficaz de aprendizagem, pois:

Felizmente não me enganei! A excitação e a motivação existem mesmo antes de se iniciar o intercâmbio propriamente dito. Já tinha tido duas provas disso. Tive mais uma na última aula antes das férias do Natal quando 'lancei para o ar' que, para darmos o nosso pequeno contributo às comemorações dos 500 anos da descoberta do Brasil, íamos fazer um projecto por correio electrónico, em Inglês, com colegas brasileiros. Instalou-se a euforia na sala e as perguntas sucederam-se. Só recentemente tiveram contacto directo com o que iam fazer e. . . gostaram! Tanto da ideia de contactarem com jovens de outras paragens, como a de publicarem o trabalho na Internet.

Confesso que o meu entusiasmo aumenta consideravelmente com estas reacções espontâneas que, inclusivamente, me ajudam muito a atenuar o stress e a sensação, afinal bem real, de sobrecarga de trabalho durante as semanas em que o projecto decorre.

Como todos sabemos, um intercâmbio é um trabalho de projecto que se baseia na colaboração entre pessoas, grupos e culturas, no 'dar e receber' de informações, conhecimentos, ideias e experiências. Pode ser uma actividade simples ou complexa, consoante os objectivos definidos, daí que seja possível aplicá-la a praticamente todas as disciplinas e níveis etários. Por outro lado, pode recorrer a diferentes meios de comunicação desde o texto escrito, à cassete áudio, videocassete e disquete, que são enviados por correio normal. Ou pode recorrer ao correio electrónico que não só permite anexar ficheiros de texto, imagem, som e vídeo, como segue à 'velocidade da luz' directamente de um computador para outro, ou outros.

Por sua vez, um intercâmbio cultural electrónico é genericamente semelhante a um intercâmbio normal, mas com uma diferença muito significativa - o recurso ao correio electrónico. Afinal, é nesse meio de comunicação inovador, nas suas características e potencialidades, e no seu suporte, o computador, que começa por residir o grande interesse e entusiasmo por este tipo de projecto. A origem dos parceiros, os conteúdos e a forma como o trabalho é realizado são factores que complementam a atracção.

Há muito que se desenvolvem intercâmbios entre escolas, redes de escolas e comunidades educativas. De acordo com Jim Cummins e Dennis Sayers, na obra Brave New Schools (que considero leitura fundamental para quem se interessa por temas como a interculturalidade e os contactos entre comunidades educativas), o começo da história das redes globais de aprendizagem data de Outubro de 1924, quando os alunos de Célestin Freinet (um professor primário de uma aldeia do Sul de França) receberam a primeira 'encomenda cultural' dos seus parceiros, os alunos de René Daniel (professor de uma aldeia da Bretanha) (123).

Uma encomenda cultural incluía artigos escritos e impressos pelos alunos, e podia conter outras coisas como flores, frutos, perfumes, conchas, fósseis, fotografias, brinquedos locais, rendas, etc. A ideia do Movimento da Escola Moderna de Freinet era que os alunos reunissem informações e impressões sobre a vida da comunidade durante os 'passeios de aprendizagem' (learning walks), e depois escrevessem 'textos livres' que se tornariam em 'pretextos' para que a comunidade tomasse medidas para melhorar as suas condições de vida. Mais tarde, Freinet introduziu a técnica da 'edição de turma' (classroom printing) para que se pudessem distribur cópias dos (pre)textos pelas famílias e amigos. Foi quando os alunos começaram a dar mais valor aos seus escritos (125). Paralelos com a actualidade? Sem dúvida!

Ora, se é possível dizer que, de então para cá, a natureza e os conteúdos dos intercâmbios não sofreram alterações significativas, o mesmo não se pode dizer dos meios de comunicação, cuja evolução foi tão grande e radical que hoje nos permitem aceder a um número ilimitado de pessoas a uma velocidade vertiginosa, factor este que por vezes tem reflexos imprevistos no desenvolvimento dos conteúdos.

Por tudo isto, os intercâmbios culturais electrónicos trazem benefícios consideráveis ao processo formativo dos alunos. Para além dos que atrás referi, existem outros que contribuem significativamente para uma predisposição para aprender que, por sua vez, contribui para o sucesso da aprendizagem. No campo concreto das línguas estrangeiras, refiro quatro vantagens que desenvolvo de seguida:

Um intercâmbio electrónico de tipo sociocultural, como os que já desenvolvi, pode tratar de inúmeros temas e alertar para múltiplos aspectos e facetas. A tomada de consciência da realidade que nos rodeia, aspecto curioso e relevante, pode ser uma delas. De facto, no nosso dia-a-dia não damos uma atenção especial àquilo que existe à nossa volta, no nosso meio, talvez por estar demasiado próxima de nós. We take it for granted, como dizem os anglófonos. Frequentemente, é apenas na sequência de questões que nos põem que somos alertados para o assunto e que constatamos, com surpresa, que muita coisa nos passava ao lado. Então, e de uma forma natural, começamos a olhar para aspectos e pormenores em que pouco ou nada reparávamos, e a dar-lhes um valor que nos passava despercebido. Esta tomada de consciência contribui não só para o alargamento dos nossos horizontes locais, como pode até levar-nos a uma participação mais ou menos activa na vida da comunidade.

Por outro lado, um intercâmbio cultural contribui para abrir os nossos olhos para outros Mundos através das informações que nos chegam, concretamente, para a realidade exterior mais ou menos distante com que estamos a contactar. Esta abertura de visões e perspectivas pode produzir um melhor conhecimento mútuo que, a médio-longo prazo, pode levar a um entendimento melhor entre as pessoas e, em última análise, a um Mundo melhor. Assim creio! E assim espero!

Por último, quando, por força dos objectivos propostos, se torna necessário contrastar a nossa realidade com essa outra realidade, os intercâmbios têm a vantagem de despertar e desenvolver a nossa capacidade analítica e crítica, que nos permite chegar a conclusões sobre semelhanças e diferenças entre comunidades educativas, sociais, culturais, ou outras. Pode, até, permitir-nos chegar à conclusão de que existe uma certa 'unidade na diversidade'.

Como se pode ver, são muitas as potencialidades de um intercâmbio electrónico, e de natureza diversa. No entanto, fundamental é que aquilo que nos propomos fazer esteja em sintonia com o currículo e a realidade, e seja "orientado para as pessoas que moram nos alunos e para a vida", como diz José Matias Alves [1], sobretudo para os seus interesses, necessidades, desejos e expectativas. É que, segundo Almada Negreiros, "[o]s homens são na proporção dos seus desejos. . ." (citação do artigo do José M. Alves).

Com os meios de comunicação hoje disponíveis, os intercâmbios adquirem potencialidades impensáveis até há bem pouco tempo, o que os torna instrumentos de aprendizagem muito mais diversificados e estimulantes, bem como um meio de contacto humano extremamente abrangente e universal. Logo, os agentes educativos não podem ficar indiferentes e apáticos. Têm forçosamente de tirar partido de tudo isto. E a Escola tem de actuar e responder aos desafios. Tem de tornar estes novos meios cada vez mais uma parte integrante das actividades curriculares e extracurriculares, de modo a ir ao encontro das motivações dos jovens, dos seus desejos, daquilo que os faz vibrar. Além disso, tem de os preparar para o futuro, fomentar o gosto pela aprendizagem individual e colaborativa, e demonstrar a necessidade e utilidade de uma constante actualização.

Os jovens de hoje gostam de mudança, inovação, acção e rapidez. A vida deles gira em torno destes aspectos. O computador, com as suas diversas potencialidades, permite--lhes realizar estas suas apetências de diferentes formas. Por outro lado, eles nasceram numa era electrónica. A sua intuição para esse mundo é fabulosa. Nasceram também numa era em que a informação e a comunicação tudo dominam.

Além disso, os jovens gostam de comunicar com outros jovens, de saber como vivem noutras zonas do Globo, o que gostam de comer, vestir ou ver na televisão, que tipo de música os atrai, de que filmes gostam, como ocupam os seus tempos livres, como são as suas escolas, o que estudam, etc. E como ficam surpreendidos com as semelhanças! Também adoram dar ou ter conhecimento directo, e em primeira mão, de acontecimentos relevantes, até com alcance mundial, ou de coisas tão banais como trocar piadas ou anedotas, e pôr os colegas sem resposta com adivinhas mais arrevesadas!

Tudo isto é saudável, fomenta a colaboração, alarga a visão e as perspectivas do Mundo, abre o espírito, aumenta os conhecimentos, e contribui para um melhor entendimento e compreensão universal. Por outro lado, ao permitir aprender de uma forma natural, não tradicional, como que 'sem se dar por isso', acaba por realçar a parte agradável, enquanto o útil vai sendo assimilado de uma forma mais despercebida, embora 'pedagogicamente correcta'! E como é um trabalho produzido inteiramente por alunos, o compromisso e o empenho são muito maiores, e a aprendizagem mais real, eficaz e duradoura, porque é contextualizada e tem um objectivo específico - comunicar com colegas.

Dado que a comunidade global de hoje se caracteriza pela diversidade cultural, os intercâmbios electrónicos têm dois outros contributos relevantes a dar. Por um lado, ajudar a Escola a preparar os jovens para viver e crescer na 'aldeia global'. Por outro, preparar os alunos para uma vivência democrática e para darem um contributo às suas comunidades no Mundo culturalmente diverso do século XXI. Vivemos num Mundo de mobilidade populacional e contacto intercultural sem precedentes, resultantes de uma interdependência global económica e política cada vez maior, onde a comunicação bidireccional entre culturas e o estabelecimento de currículos que promovam a sensibilidade e a compreensão de perspectivas culturais divergentes são fundamentais (Brave New Schools 10-11).

No campo específico da aprendizagem da língua estrangeira, os intercâmbios desenvolvem competências linguísticas concretas. Através da escrita, os alunos têm a possibilidade de rever, aperfeiçoar e desenvolver aspectos gramaticais e formais de uma maneira motivante, real e útil, porque a aprendizagem se dá de uma forma agradável e quase inconsciente; porque estão a fazer algo de que gostam e com que se identificam; acima de tudo, porque recorrem a uma linguagem natural e genuína para comunicar, aspecto que dificilmente se consegue nas aulas do dia-a-dia, como qualquer professor de línguas bem sabe!

O alargamento vocabular é outra realidade, embora talvez nem sempre tão significativa quanto desejaríamos. Ele surge através da leitura e da escrita de uma forma apelativa e autêntica, podendo mesmo prolongar-se para além dos conteúdos do projecto propriamente dito, se houver acontecimentos interessantes a relatar ou brincadeiras divertidas, como já referi. No caso do intercâmbio que fiz no ano lectivo anterior, o acontecimento do momento foi o voo do vaivém espacial que levava a bordo o veterano John Glenn. Por coincidência, o grupo da Florida com quem comunicávamos ia fazer uma visita de estudo de uns dias ao Centro Espacial Kennedy na altura do lançamento. Podem imaginar as mensagens que vieram dias depois com descrições quase que de ficção científica acerca das instalações onde ficaram alojados no Centro e do que visitaram. Foi o delírio dos meus alunos! E meu também, confesso!

Por outro lado, enquanto desenvolvem estes projectos, os alunos têm necessariamente de recorrer a meios que não são utilizados regularmente nas aulas diárias tais como o dicionário (que não tenho o hábito de integrar nas aulas, embora seja um fiel parceiro dos meus escritos), as entrevistas, a pesquisa, ou a recolha, o processamento e a triagem da informação necessária aos objectivos propostos.

Além disso, quando os intercâmbios se integram no currículo ou adaptam a ele, abordam temas actuais e pertinentes ligados ao quotidiano dos alunos e ao mundo que os rodeia. Desde logo atraem a sua atenção, pois leva-os a dar informações sobre a sua realidade e aquilo com que se identificam, e a receber informações sobre outras realidades. O confronto é sempre interessante e, por vezes, traz surpresas!

Chamo agora a atenção para outro aspecto inovador dos intercâmbios electrónicos, bem relevante e muito próprio destes novos meios de informação e comunicação - os dois 'novos' estatutos dos alunos. Por um lado, passam a produtores de informação! São eles que produzem os seus próprios conteúdos - não são retirados do livro do aluno! Deixam de ser meros receptores e consumidores de informação para passarem a ser emissores e produtores de informação. Logo, a relação consumidor mais ou menos passivo-aprendizagem é substituída pela relação produtor activo-aprendizagem.

Por outro lado, quando juntamos à produção o atractivo de publicar o trabalho na Internet, os alunos assumem o segundo 'novo' estatuto, creio que ainda mais fascinante para eles - o de editores. O entusiasmo e o cuidado posto no produto final aumentam imediata e espontaneamente. Até certo ponto, isso já acontece quando dizemos que vamos expor o trabalho na Escola ou dá-lo a conhecer aos pais. Mas, não tenhamos dúvida, é a palavra Internet a que gera as emoções mais fortes!

De facto, estes estatutos introduzem alterações significativas na maneira de trabalhar e no empenhamento geral dos alunos. Quando se fala em Internet, sente-se magia no ar! Vê-se um brilho diferente nos olhares! Mal os trabalhos se iniciam, a agitação e a azáfama são maiores, há mais entreajuda, maior comprometimento, e mais preocupação de correcção e rigor. Desperta a noção de responsabilidade acrescida. Querem que tudo saia bem e esteja absolutamente correcto. Não param de pedir ajuda e tirar dúvidas. Pareço uma mãe galinha sempre com pintaínhos à minha volta! Saio exausta destas aulas, mas com a convicção de que 'vale a pena'!

É nesta fase que tento reforçar o meu papel de guia e facilitador da aprendizagem. Oriento-os, remeto-os para os colegas (os grupos são propositadamente heterogéneos), para os materiais auxiliares que preparo ou preparamos em conjunto (em geral, vocabulário), para o dicionário, ou para qualquer outro meio auxiliar, pois interessa que executem o trabalho o mais autonoma ou colaborativamente possível. Só os ajudo em última instância, depois de esgotadas outras possibilidades. Na verdade, estou lá fundamentalmente para dar pistas, para os 'orientar' num trabalho que tem tido a fasquia colocada acima do nível normal, por isso, tem sido exigente. Mas a verdade é que sinto que os alunos precisam de desafios! E mais - quando gostam e querem, conseguem! Melhor do que possamos pensar!

É durante estes projectos, mais do que no dia-a-dia, que me apercebo com maior nitidez de um receio latente do erro. Ou será antes vergonha de estar mal dito ou escrito? Talvez seja muito simplesmente não terem a noção do que é normal conseguirem fazer com os conhecimentos que têm. Ou até um desejo intenso de ir mais além, sem a tal noção clara das suas limitações. Seja como for, constantemente realço que os erros fazem parte integrante da aprendizagem, que aprendemos com os nossos erros e os dos outros, que não é vergonha dar erros. E vou mais longe: estranho seria apresentar um trabalho sem erros! Via-se logo a intervenção de um qualquer anjo-da-guarda chamado professora, que retiraria parte da credibilidade e do valor do trabalho. Daí que a minha estratégia desde o primeiro intercâmbio seja a de fazerem auto e heterocorrecção, restando para mim a correcção de erros que possam bloquear a comunicação ou gerar ambiguidade.

Outro aspecto importante é que estes intercâmbios permitem pôr a tecnologia ao serviço dos conteúdos. Os alunos aprendem a usá-la num ambiente real, em situação, à medida que precisam, ligada ao currículo e àquilo que estão a produzir. Parece-me a maneira mais lógica e a que produz melhores resultados.

Por último, gostaria de referir a alteração positiva que se dá no relacionamento professor-aluno e aluno-aluno. De facto, sinto uma nítida aproximação da grande maioria dos alunos, possivelmente resultante de uma certa intimidação pelo tipo de trabalho e os meios a utilizar, ou até da sensação de maior responsabilidade, logo, de maior necessidade de ajuda e de maior dependência, pelo menos de início. No entanto, à medida que o tempo passa e que a autoconfiança cresce, aumenta o grau de autonomia. A minha intervenção diminui. Passo mais a espectadora pronta a intervir em caso de necessidade. Quando assim acontece, é óptimo sinal!

No que respeita ao relacionamento entre os alunos, logo de início explico a razão de ser de grupos heterogéneos, e fomento a ajuda mútua e a participação o mais equitativa possível de todos os membros do grupo. Os resultados têm sido bastante positivos, pois tem-se desenvolvido um forte e saudável espírito de entreajuda, de colaboração.

Os intercâmbios electrónicos são, de facto, um meio privilegiado de estabelecer elos de ligação com outras comunidades educativas; de alargar visões e perspectivas do Mundo; de estimular a colaboração entre os diversos intervenientes; de ajudar a converter a informação em conhecimento; de pôr alunos a falar uns com os outros, logo, a conhecerem-se. Ora, se um melhor conhecimento dos outros tende a gerar mais compreensão, tolerância, solidariedade, sentido de justiça e confiança mútua, a prazo, pode ajudar a criar uma sociedade global mais colaborante, tolerante, solidária, harmoniosa e justa.

Espero que este nosso Encontro possa servir para vos entusiasmar a experimentar Percursos e Recursos semelhantes aos meus. Se o fizerem, comecem pequeno e aumentem os voos na medida das vossas possibilidades. Façam-no pelos alunos e pela construção de um Mundo melhor!

Obrigado!

 

[1] Alves, José Matias. "O Ensino Secundário: as oportunidades perdidas?" Correio da Educação (Suplemento) 24 Jan.2000.

Referências

 

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