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No dia 7 de Maio de 1998 acompanhei um grupo de alunos meus do 6º. E da  Escola de Santo António E.B. 2,3 (Helena Santos, Jorge Costa, Marina Filipe, Miguel Dias, Nina Santos e Vanessa Marsland) à Junta de Freguesia da Parede para entrevistarem o Presidente, o Senhor António Maria Rodrigues Soares.

Desde Fevereiro que este grupo desenvolvia um intercâmbio por correio electrónico (email) com colegas americanos, projecto intitulado Parede, Portugal and Navarre, Florida: an email cultural exchange. Estávamos a chegar à recta final e, de acordo com o plano inicial acordado entre ambas as partes, o 6º E tinha de falar sobre o presente e futuro próximo da sua comunidade - a Parede.

Era minha intenção que fossem os alunos a escrever este artigo sobre as ideias principais recolhidas nesta entrevista. Mas de boas intenções está. . . o Inferno cheio! O final do projecto, o final do ano lectivo e a mudança de escola de alguns deles não permitiram que assim fosse. Eis a razão por que sou eu a fazê-lo. O que não é completamente descabido se pensarem que sou uma *osga* genuína - aqui nasci e aqui tenho vivido, com um ou outro afastamento pontual. Daí a minha íntima ligação a este cantinho à beira-mar plantado!

A Parede é actualmente um lugar com cerca de trinta e dois mil habitantes, que aguarda a sua passagem a vila para breve. A freguesia da Parede foi criada em 1953. É a mais pequena do concelho e "falta-lhe espaço para se expandir", conforme nos disse o Senhor Presidente que, antes de sairmos, nos localizou os limites geográficos num grande painel de uma impressionante vista aérea da nossa zona, que se encontra no átrio da Junta.

Na sequência de perguntas da autoria deste grupo de alunos, ficámos a par de alguns dos futuros projectos urbanísticos para a Parede do ano 2000:

Aspecto curioso e inesperado para todos nós foi saber que a Parede tem escolas a mais, atendendo a que a população escolar tem vindo a diminuir de há uns anos para cá, e assim continuará a acontecer com a deslocação dos habitantes dos dois bairros acima referidos.

No que se refere ao trânsito, a triste realidade é que presentemente não há capacidade de resposta para os congestionamentos diários. No entanto, há estudos em curso! O Senhor Presidente explicou-nos que a estação de caminho-de-ferro dividiu a Parede em duas zonas distintas - Norte e Sul. E as obras de saneamento feitas há uns anos atrás vieram impossibilitar a construção de passagens inferiores. Apesar deste contratempo, pensa que a colocação de parquímetros irá melhorar a situação a curto prazo.

Há também problemas de higiene e limpeza de espaços públicos, cuja solução não passa, na opinião do Senhor Presidente, pela colocação de mais contentores de lixo, mas sim por um maior civismo da parte de todos os habitantes. "As pessoas têm de sujar menos e ter mais cuidado com o acondicionamento dos lixos."

Por último, ficámos ainda a saber que se vai proceder ao aproveitamento de espaços verdes existentes na Parede.

A entrevista já decorria há cerca de uma hora. Para além de uma aula a que não *deviam* faltar, os alunos já se consideravam bem esclarecidos sobre o amanhã desta nossa futura vila. Por outro lado, achámos que não devíamos abusar mais da enorme paciência do Senhor Presidente da Junta de Freguesia, cuja simpatia foi imediatamente reconhecida pelo grupo. Em meu nome e no deles, aqui lhe deixo um agradecimento público pela disponibilidade imediata para nos receber e pelas ofertas que nos fez, entre elas, uma monografia da Parede, sorteada entre os alunos deste projecto.

Dez.98

OBS: A passagem da Parede a vila foi aprovada na reunião de 20 de Maio de 1999 da Câmara Municipal de Cascais.

 

Veja ainda:

Histórias da Parede - Vicente Almeida d'Eça

Parede é Vila (Boletim da Junta de Freguesia, Dez. 1999)

 

Página actualizada em 21Abr2003

Teresa Almeida d'Eça

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